Estes pequenos chocolates escuros e derretidos escondem uma mistura de pós verdes, para um snack ao mesmo tempo guloso e original. Rápidos de preparar, só precisam de uma passagem pelo congelador para estarem prontos. Uma bela forma de integrar espirulina e gengibre numa guloseima sem dar por isso.
Chocolates crus de espirulina e tahine
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Ingredientes
- 1/3 de chávena de cacau em pó (ou de alfarroba)
- 1/4 de chávena de manteiga de cacau (ou de óleo de coco)
- 2 c. de sopa de açúcar de coco (ou de mel)
- 2 c. de sopa de tahine (ou de creme de amêndoa)
- 1/2 c. de chá de baunilha em pó (ou de extrato de baunilha)
- 1 saqueta de mistura de superalimentos verdes (ou: 1 c. de chá de espirulina, 1/2 c. de chá de gengibre em pó, 1/4 de c. de chá de sal marinho e, se tiver, 1/2 c. de chá de pó de cogumelos tipo reishi ou chaga)
Preparação
- Derreta a manteiga de cacau em banho-maria muito suave, sem ultrapassar a temperatura do dedo.
- Retire do lume e envolva delicadamente os restantes ingredientes com as varas.
- Deite a preparação em moldes de chocolate ou em forminhas de papel.
- Leve ao congelador até os chocolates estarem bem firmes.
Dica
Sirva-os acabados de sair do congelador, mergulhados num pouco de creme de amêndoa: o contraste entre frio e derretido é especialmente guloso.
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Para que serve a manteiga de cacau no chocolate?
É ela que dá ao chocolate a sua textura: é a gordura extraída do grão, aquela que derrete na boca por volta dos 35 °C e volta a solidificar com o frio. Sem ela, uma pasta de cacau fica baça e pegajosa; com ela, o chocolate brilha, parte de forma limpa e derrete a sério. Transporta também os aromas, muitos deles lipossolúveis. Nesta receita, a sua quantidade determina diretamente a firmeza dos bombons: menos manteiga significa um chocolate mais mole, que só se aguenta ao frio.
O que se pode fazer com tahine?
Muito mais do que húmus. No salgado, dá molhos cremosos em segundos, desfeito com água, limão e alho, e envolve muito bem legumes assados ou cereais. No doce, substitui a manteiga nas bolachas, mistura-se com tâmaras para barras improvisadas e, como aqui, arredonda o amargor do cacau. Uma colherada num batido ou numa torrada com um pouco de mel também funciona. É um dos raros condimentos que passa do salgado ao doce sem esforço.
Como se conserva o tahine depois de aberto?
Um frasco começado guarda-se vários meses, desde que protegido do calor e da luz. O armário serve se a cozinha se mantiver fresca, mas o frigorífico prolonga bastante a duração e evita a rancificação, muito percetível no sabor das pastas de sésamo. Nesse caso endurece com o frio: retire-o meia hora antes ou mexa energicamente. O óleo que sobe à superfície é normal, não é um defeito: mexa o frasco logo ao abrir, com um garfo ou uma faca de lâmina larga.
Como se come o tahine?
Raramente puro, porque o seu amargor é franco. Quase sempre se desfaz com um líquido, e é aí que surpreende: junte água e embranquece de repente, espessando em vez de se liquefazer, antes de voltar a ficar macio se continuar. Conte uma colher de sopa para duas de água, um fio de limão, uma pitada de sal, e tem um molho pronto. No doce combina muito bem com o cacau, a tâmara e a banana, com aquele toque salgado que levanta o conjunto.
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