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Pernas cansadas no verão: 7 soluções naturais

Pernas cansadas no verão: 7 soluções naturais

Conheces aquela sensação? 17h em princípios de julho, levantas-te após um longo dia de trabalho ou voltas das compras, e as pernas pesam como dois sacos de areia molhada. Os tornozelos incharam um pouco. A barriga da perna puxa ao mínimo degrau. Não é da tua cabeça, e também não é «só» o cansaço de um dia longo. É o teu retorno venoso a dar-te um sinal. A retenção de líquidos e as pernas inchadas devido ao calor entram muitas vezes em cena ao mesmo tempo.

A resposta direta, sem rodeios: quando o calor sobe, as tuas veias dilatam-se, o sangue sobe pior dos pés ao coração, e a água tende a estagnar nos tecidos. Resultado: pernas pesadas, inchaço, às vezes formigueiros. A boa notícia: salvo em alguns casos que vamos ver já a seguir, a maior parte das soluções está naquilo que comes, naquilo que bebes, e na forma como te mexes. Eis um guia completo — compreender, aliviar, prevenir — sem nunca substituir a opinião do médico nos casos sérios.

Porque é que as pernas se sentem cansadas no verão?

O calor, inimigo número um do retorno venoso

Quando faz calor, o teu corpo faz o que sabe melhor: arrefecer-te. Para evacuar o calor, dilata os vasos sanguíneos da periferia, sobretudo nas pernas e braços. Eficaz para o termostato interno, muito menos para o retorno do sangue ao coração.

E o sangue das pernas tem de subir contra a gravidade. Quando as veias estão dilatadas, as suas válvulas — esses pequenos batentes que impedem o sangue de descer — fecham pior. O sangue estagna, a água passa para os tecidos, e sentes esse peso característico. Concretamente, o que as pessoas mais relatam às 17h em plena onda de calor: «parece que tenho botas de chumbo», «os sapatos apertam-me embora me servissem de manhã», «só quero deitar-me».

O retorno venoso explicado de forma simples

Quando andas, a barriga da perna contrai. Essa contração é a tua «segunda bomba cardíaca» — um termo que os flebologistas usam muitas vezes em consulta porque descreve bem o que se passa. Cada passo dá um empurrão de pistão ao sangue venoso para o fazer subir. Se passas oito horas por dia sentado ou em pé sem te mexeres atrás de um balcão, essa bomba quase não funciona. Soma-lhe o calor, e tens o cocktail perfeito para pernas de chumbo à noite.

Quando o sistema linfático também entra em jogo

Ao lado da circulação sanguínea está a circulação linfática. É ela que drena resíduos e líquido intersticial. Não tem uma bomba central como o coração — depende apenas do movimento muscular e da respiração profunda. Quando te mexes pouco e suas muito, a linfa acumula-se, os tornozelos incham, e a pesadez duplica-se com um inchaço visível. Em italiano dizem ritenzione idrica; em português falamos com prudência de «retenção de líquidos» ou «edema».

Porque é que as pernas se sentem cansadas no verão?

Estatísticas e fatores de risco: quem é afetado?

Os números podem assustar um pouco assim soltos, mas sobretudo lembram que não estás sozinho. De acordo com os dados epidemiológicos europeus, entre 18 e 20 milhões de pessoas em França vivem com insuficiência venosa crónica — uma referência europeia útil porque ali o problema foi estudado em larga escala. Cerca de uma pessoa em cada três à tua volta, no escritório, no metro de manhã. Uma mulher em cada duas, um homem em cada quatro. A pesadez e o inchaço estivais que sentes integram esta grande família de sintomas venosos, mesmo quando não há (ainda) varizes visíveis.

Os principais fatores de risco

A hereditariedade tem um papel real: ter um progenitor afetado multiplica o teu risco por 1,45; dois progenitores, por 1,9. Para enquadrar: não é uma fatalidade genética, mas uma probabilidade que torna o estilo de vida saudável ainda mais útil. Gravidez, sedentarismo, excesso de peso, estar muito tempo de pé e calor são os outros grandes fatores. Para quem faz vindima, trabalha em cozinhas ou vende em mercados — o verão é dupla pena: calor e bipedestação.

A idade não é uma fatalidade

70 % das pessoas com mais de 70 anos relatam sintomas de insuficiência venosa. O que esta cifra não diz: há uma distância enorme entre «sintomas ocasionais geríveis» e «varizes invalidantes». As pessoas que caminham todos os dias, comem vivo, hidratam-se corretamente, atravessam frequentemente os 70-80 anos com pernas perfeitamente funcionais. Vejo-o também na loja: clientes de 75 anos em melhor forma do que alguns de 45.

Quando consultar um médico: sinais de alerta a nunca ignorar

É a secção mais importante deste artigo, por isso ponho-a cedo — e vou ser muito direto.

Alguns sintomas não se gerem com um duche frio ou um smoothie. Se tens:

  • dor intensa numa só perna, de aparição brusca,
  • inchaço assimétrico (uma perna claramente mais volumosa que a outra),
  • pele vermelha, quente, tensa,
  • falta de ar ou dor torácica associada,

consulta de urgência. São possíveis sinais de trombose venosa profunda, e a coisa é séria.

Outros sintomas merecem uma marcação não urgente com o teu médico de família ou um flebologista, mas sem demorar: edema que não desaparece após uma noite de sono, varizes que evoluem, prurido recorrente nos tornozelos, ferida que não cicatriza. O eco-Doppler venoso é o exame de referência — não invasivo, indolor, comparticipado pelo SNS. As recomendações oficiais estão disponíveis através do Infarmed e nas orientações da SPACV (Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular).

Tudo o que segue dirige-se ao mal-estar funcional — pernas cansadas sazonais, sem patologia subjacente diagnosticada. Em caso de dúvida, primeiro o médico. É assim simples.

Aliviar rapidamente as pernas cansadas: 7 gestos naturais que funcionam

1. Elevar as pernas 15 minutos no fim do dia

O gesto mais simples, e o que melhor funciona a curto prazo. Deita-te, encosta as pernas a uma parede ou sobre uma almofada, cerca de 15 cm acima do coração. A gravidade faz o trabalho: o sangue e a linfa voltam a descer, a pressão cai. 15 minutos chegam para sentir a diferença. Aproveita para respirar profundamente — também ativa a drenagem linfática.

2. O duche frio ascendente

O protocolo exato faz toda a diferença: começa com água fria (15-18 °C, não gelada) no pé, sobe lentamente pela barriga da perna, desce, sobe até à coxa, desce. Uma perna e depois a outra. 30 a 60 segundos por perna chegam. O frio contrai as veias dilatadas, e o efeito de bomba que crias alternando as zonas desperta a circulação. Concretamente, o que sentes ao sair: as pernas «respiram», como se te tivessem tirado uma manta quente de cima.

3. Caminhar 30 minutos por dia

A bomba muscular da barriga da perna, sempre. 30 minutos de caminhada tranquila, ao ritmo em que ainda consegues falar, chegam para reativar a circulação de forma duradoura. Não precisas de correr, não precisas de ginásio. De manhã cedo ou após as 19h no verão, para evitar o calor mais forte. Os participantes em estudos de reabilitação venosa relatam uma redução clara da pesadez após duas a três semanas de caminhada diária.

4. Hidratar-se corretamente

1,5 a 2 litros de água por dia, com verdadeira atenção à qualidade. O erro clássico no verão é pensar que beber menos significa reter menos água — é exatamente o contrário. Quando o corpo carece de água, armazena mais, por segurança. Para ir mais longe na remineralização, eu acrescento pessoalmente uma colher de água do mar hipertónica (a famosa água do mar isotonizada segundo os trabalhos históricos de René Quinton) no meu copo da manhã. É um complemento à água clássica, não um substituto. Para enquadrar no quotidiano: é o equivalente mineral do que o teu corpo perdeu com o suor no dia anterior.

5. Mexer os pés quando estás sentado

De hora a hora, algumas flexões de tornozelo (ponta para ti, ponta para o chão) durante 30 segundos. Ridiculamente simples, faz um bem enorme. Se trabalhas num escritório, põe um alarme discreto no telemóvel.

6. Adapta os teus sapatos

Contra a ideia comum: nem saltos altos nem sapatos totalmente rasos são o ideal. O salto que impede o movimento do tornozelo bloqueia a bomba muscular; a sola lisa sem apoio também não a estimula. O ótimo está entre 2 e 4 cm de salto, com sola um pouco flexível.

7. Desporto na água: natação, hidroginástica, bicicleta na água

Bombeamento muscular + pressão hidrostática da água + frescura — provavelmente o melhor exercício para pernas cansadas no verão. 30 minutos de bruços três vezes por semana, e desde a segunda semana sentes a diferença.

Drenar pela alimentação viva: o ângulo de que quase ninguém fala

É a parte que mais me toca, e provavelmente a que mais muda as coisas a longo prazo. Toda a gente te falará do duche frio e das meias de compressão. Muito menos pessoas te falarão do que pões no prato.

Hidratar em vez de fazer fugir a água

Reduzir o sal, sim — sem excessos, com bom senso. A cozinha industrial dá duas a três vezes mais sal do que o corpo precisa. Mas beber menos é uma falsa boa ideia, como vimos. A lógica paradoxal do corpo em retenção: quanto melhor o hidratas, melhor elimina.

Os alimentos aliados do retorno venoso

Os flavonoides são as estrelas discretas da circulação. Encontra-los em mirtilos, amoras, groselhas pretas, uva preta — toda a paleta de frutos roxos profundos. As antocianinas que contêm reforçam a parede dos pequenos vasos. Um punhado por dia durante todo o verão, idealmente fresco ou em compota sem açúcar adicionado.

A vitamina C participa na síntese do colagénio, de que as veias precisam para se manterem elásticas. 110 mg por dia para um adulto, é a ingestão recomendada. Um kiwi (93 mg por 100 g), um pimento vermelho cru (162 mg), salsa fresca picada nas saladas — e estás lá.

O magnésio regula o tónus vascular e participa na contração muscular adequada da barriga da perna. Necessidade diária: 360 mg para mulheres, 420 mg para homens. Muita gente fica curta no verão porque se perde com o suor. Fontes naturais top: sementes de abóbora, trigo-mourisco germinado, amêndoas, chocolate negro 70 % no mínimo, e — aqui fica interessante — a chlorella e a espirulina.

O potássio equilibra o sódio e apoia a regulação da água nos tecidos. Abacate, banana, água de coco, batata cozida com casca (sim, a sério), espinafre cru.

As algas, aliadas discretas

A chlorella, além do seu reconhecido papel quelante de metais, contém um magnésio muito biodisponível e uma clorofila interessante para o fígado. E o fígado conta: um fígado que filtra mal é um retorno veno-linfático que se atrasa. A espirulina traz ferro altamente biodisponível — útil para mulheres que ficam fracas no verão, porque a anemia ferropénica agrava a sensação de pernas pesadas.

Quando escrevi Algues au Quotidien com a Aurélie (Gallimard, 2024), passámos seis meses a separar o que a ciência valida verdadeiramente do que pertence ao entusiasmo militante. Para a circulação venosa, o que retivemos: nenhuma promessa milagre, mas um suporte mineral e um efeito sobre o fígado que se sente com o uso, sobretudo em cura de 21 dias mínimo.

Bebidas drenantes caseiras

O chá de videira vermelha (Vitis vinifera folha) é a referência — voltaremos a ele na próxima secção com a ciência. Podes também brincar com chá de groselha preta, folha de bétula, e água com limão de manhã. Para os fãs de smoothie, a minha receita preferida:

O smoothie violeta «pernas leves»

2 doses, 5 minutos

  • 200 g de mirtilos frescos ou congelados
  • 1 banana bem madura
  • 250 ml de leite de cânhamo Biovie (ou leite de chufa — sem leite de aveia, que aqui não acrescenta nada)
  • 1 colher de chá de chlorella em pó
  • 1 colher de sopa de sementes de chia germinadas
  • O sumo de meio limão

Tritura 30 segundos. Bebe de manhã em jejum durante 21 dias, como cura de verão.

O ritual matinal do Eric

O meu ritual pessoal, nada de extraordinário, mas faz o seu trabalho: começo o dia com um grande copo de água filtrada morna com o sumo de meio limão, ao qual junto uma colher de sopa de água do mar hipertónica. Cinco minutos depois, um sumo de erva de cevada ou um smoothie violeta conforme a vontade. Depois 10 minutos de caminhada no jardim, faça que tempo fizer. Trinta anos que mantenho esta rotina. Experimentar três semanas é adotá-la.

As plantas aliadas do retorno venoso: o que diz a ciência

Videira vermelha — o extrato AS 195

Provavelmente a planta mais bem documentada para as pernas cansadas. Uma revisão sistemática publicada em 2020 na PubMed (Schaefer et al., Phytomedicine), baseada em cinco ensaios clínicos, mostrou que o extrato padronizado AS 195 melhora significativamente o volume das pernas, a circunferência da barriga da perna e do tornozelo, e as sensações relatadas pelos participantes — pesadez, fadiga, formigueiros. A EMA (Agência Europeia do Medicamento) reconhece oficialmente o uso medicamente bem estabelecido das folhas de videira vermelha para aliviar as manifestações da insuficiência venosa crónica. Em termos subjetivos: os participantes descrevem pernas «mais móveis», «menos apertadas» ao fim do dia, após três a seis semanas de cura.

Castanheiro-da-Índia — Aesculus hippocastanum

O extrato padronizado em escina. Uma revisão Cochrane (referência incontornável em medicina baseada na evidência) confirmou o efeito sobre o edema, as dores e o prurido das pernas em pessoas com insuficiência venosa crónica, com perfil de tolerabilidade favorável.

Hamamélis, gilbardeira, ginkgo

A hamamélis usa-se tradicionalmente em aplicação local pelo seu efeito adstringente. A gilbardeira (Ruscus aculeatus) contém ruscogeninas reconhecidas pelo seu tónus venoso. Ginkgo biloba trabalha mais sobre a microcirculação, interessante em caso de formigueiros recorrentes.

⚠️ Aviso não menor: a videira vermelha e o castanheiro-da-Índia podem interagir com anticoagulantes. Se fazes um tratamento, fala com o médico antes de qualquer suplementação, mesmo vegetal.

Videira vermelha — o extrato AS 195

As enzimas metabólicas: o complemento pouco conhecido mas pertinente

Falámos de alimentação, plantas, hidratação, movimento. Resta um ângulo que raramente se aborda em pernas cansadas: as enzimas metabólicas. E é uma pena, porque é provavelmente um dos complementos mais interessantes para apoiar a reabsorção do edema no verão — sobretudo quando se acumulam os fatores agravantes.

Enzimas digestivas vs metabólicas: a diferença essencial

As enzimas digestivas trabalham no estômago e no intestino para decompor o que comes em moléculas assimiláveis. As enzimas metabólicas, em contrapartida, trabalham em todas as partes do corpo após a absorção — no sangue, nos tecidos, na parede dos vasos. Duas delas são particularmente interessantes para a circulação venosa: a bromelaína e a nattokinase.

A bromelaína — a enzima do ananás

Extraída do caule de ananás, a bromelaína é estudada desde os anos 1960. Está documentada para apoiar a reabsorção de edemas — historicamente estudada em doentes pós-operatórios para reduzir inchaço e hematomas — e pela sua ação sobre a inflamação sistémica. Concretamente, o que os utilizadores relatam após uma cura de três a quatro semanas em pleno verão: um tornozelo menos inchado à noite, uma sensação de tensão na barriga da perna que se atenua, um alívio mais rápido após um longo dia de pé.

A nattokinase — vinda do natto japonês

Descoberta em 1987 pelo Dr. Hiroyuki Sumi a partir do natto, esse prato tradicional japonês de soja fermentada, a nattokinase tem uma ação chamada fibrinolítica: ajuda a degradar a fibrina, o componente dos micro-coágulos que se formam naturalmente na circulação. Para enquadrar no quotidiano: uma circulação onde o sangue «desliza» melhor, o que para o retorno venoso faz uma diferença sentida na fluidez global e na velocidade de recuperação ao fim do dia.

Porque recomendo a cápsula (e só para enzimas)

Vais reparar que é o único complemento que recomendo em cápsula na Biovie — todo o resto (algas, água do mar, sumo de erva) toma-se em pó, em flocos ou em líquido. A razão é puramente técnica: a enzima é uma proteína. Se a tomares em pó num copo de água, a acidez do estômago destrói-a antes de chegar ao intestino delgado, onde se faz a absorção sistémica. A cápsula gastrorresistente protege a molécula até ao local de absorção. É a única forma que funciona.

Precauções importantes

⚠️ Não tomar sem opinião médica se:

  • fazes terapêutica anticoagulante (varfarina, apixabano, rivaroxabano, acenocumarol...) — a nattokinase potencia o efeito;
  • estás grávida ou a amamentar;
  • tomas antiagregantes plaquetários (aspirina diária, clopidogrel...);
  • tens uma cirurgia agendada (suspender pelo menos 7 dias antes).

Se tomas outros suplementos ou medicamentos, fala com o médico ou farmacêutico antes de começar.

Na prática

Se queres testar três semanas o que muda na tua sensação de fim de dia, sobretudo se acumulas vários fatores (calor + bipedestação ou sedentarismo prolongados), é o que recomendo em complemento ao duo chlorella-espirulina. Uma cura de 21 a 30 dias, a renovar uma ou duas vezes na temporada estival.

Prevenir as pernas cansadas no dia a dia: a rotina de verão em 5 pontos

Talvez a parte mais útil para ti, porque pede muito pouco tempo e zero material.

  • De manhã (3 minutos): um grande copo de água morna com limão e uma colher de água do mar hipertónica, depois 10 minutos de movimento — qualquer coisa, alongamentos, uma volta ao quarteirão, o jardim.
  • No escritório (30 segundos por hora): flexões de tornozelo, três vezes sentar-levantar, e se possível 5 minutos com as pernas elevadas após o almoço.
  • Após desporto ou caminhada (1 minuto): duche frio ascendente sistemático, mesmo com pressa.
  • À noite (15 minutos): pernas para cima contra a parede, mais um chá drenante (videira vermelha ou groselha preta).
  • Todo o verão (cura de 21 dias): chlorella e espirulina juntas, 3 g de cada uma por dia — no smoothie violeta, numa bebida, ou simplesmente polvilhadas sobre os pratos do almoço. E se acumulas fatores agravantes (calor + bipedestação ou sedentarismo), uma cura de enzimas metabólicas durante o mesmo período — ver secção anterior.

Se queres testar três semanas o que muda na tua sensação de fim de dia, o duo chlorella + espirulina que selecionámos é o ponto de partida mais acessível — chlorella para o apoio hepático, espirulina para o ferro biodisponível. Por aqui.

Perguntas frequentes sobre as pernas cansadas

O que fazer quando se têm as pernas cansadas?

Combinar elevação das pernas durante 15 minutos, duche frio ascendente, caminhada de 30 minutos, e hidratação correta. A meio-longo prazo, alimentação rica em flavonoides e magnésio, mais uma cura de chlorella + espirulina sobre 21 dias.

O que tomar para o cansaço das pernas?

Antes de qualquer toma: hidratação correta (1,5-2 L/dia) e alimentação rica em magnésio, vitamina C e flavonoides. Em complemento: cura de videira vermelha ou castanheiro-da-Índia (3 a 6 semanas), e/ou chlorella + espirulina (21 dias). Para os casos com fatores agravantes acumulados, enzimas metabólicas (bromelaína + nattokinase) podem ser pertinentes.

O que pode provocar falta de força nas pernas?

Pode ser cansaço normal (calor, longa marcha), carência de magnésio, anemia (carência de ferro), insuficiência venosa crónica, ou uma patologia subjacente. Se a fraqueza é súbita, intensa, persistente ou unilateral — consulta médica rápida.

Como aliviar dor de pernas cansadas?

Eleva as pernas 15 minutos, faz um duche frio ascendente, e bebe um copo de água com limão. Para os casos persistentes, considera uma cura de videira vermelha ou castanheiro-da-Índia em complemento. Se a dor é intensa ou unilateral, consulta o médico.

Porque me doem as pernas quando estou deitada?

Pode ser síndrome das pernas inquietas, insuficiência venosa, cãibras nocturnas (frequentemente associadas a carência de magnésio), ou patologias musculoesqueléticas. Se persistente, consulta o médico para um diagnóstico preciso.

As meias de compressão são úteis no verão?

Sim, e existem em versões estivais finas e respiráveis. Particularmente úteis para voos longos, trabalho em pé, ou se já tens varizes. Para meias de compressão médica (classe 2 ou superior), prescrição médica após eco-Doppler é recomendada.

O que pensar dos venotónicos farmacêuticos (diosmina, hesperidina)?

Têm o seu lugar em algumas pessoas, sobretudo em cura curta, e mantêm-se as referências prescritas em Portugal e na Europa. Não substituem o movimento, a hidratação e a alimentação, que continuam a ser a base. Usá-los pontualmente, em complemento, e sempre em diálogo com o médico se tomas outros tratamentos.

References

  1. Schaefer, E., Peil, H., Ambrosetti, L. & Petrini, O. (2003). «Oedema protective properties of Vitis vinifera L. red leaf extract AS 195: a systematic review». Phytomedicine / PubMed.
  2. Pittler, M. H. & Ernst, E. (2012). «Horse chestnut seed extract for chronic venous insufficiency». Cochrane Database of Systematic Reviews.
  3. European Medicines Agency. (2010). «Community herbal monograph on Vitis vinifera L., folium».
  4. Maurer, H. R. (2001). «Bromelain: biochemistry, pharmacology and medical use». Cellular and Molecular Life Sciences, 58(9).
  5. Pavan, R. et al. (2012). «Properties and therapeutic application of bromelain: a review». Biotechnology Research International.
  6. Sumi, H. et al. (1987). «A novel fibrinolytic enzyme (nattokinase) in the vegetable cheese natto». Experientia, 43.
  7. SPACV — Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular.
  8. ANSES Ciqual. Tabela de composição nutricional dos alimentos. Edição 2024.

Última atualização: maio 2026. Artigo redigido por Éric Viard, fundador da Biovie e engenheiro agrónomo tropical ISTOM, coautor de «Algues au Quotidien» (Gallimard, 2024) — Melhor livro de cozinha vegana do mundo, Gourmand World Cookbook Awards 2025, e Melhor livro de cozinha de França, Académie Nationale de Cuisine 2025.

As informações apresentadas neste artigo são fornecidas a título informativo e não constituem aconselhamento médico. Consulta um profissional de saúde antes de qualquer alteração significativa da tua alimentação, suplementação, ou em caso de sintoma invulgar.

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