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🎧 As algas no dia a dia – o Podcast

A voz das algas, por quem as vive todos os dias.

Desde 2007, na Biovie exploramos, cozinhamos e partilhamos tudo o que diz respeito à alimentação viva… e sobretudo às algas, estes tesouros do mar ainda demasiado desconhecidos. Com a nossa formação online e o nosso livro "As algas no dia a dia" (Edições Gallimard), duas vezes premiado nos Gourmand Awards internacionais e pela Académie Nationale de Cuisine, fazemos parte dos pioneiros que introduziram em França as algas desidratadas a baixa temperatura.

Gostas dos nossos artigos do blog sobre as algas, os seus benefícios, a sua utilização na cozinha?

🍀 Boa notícia: os mais apreciados ganham vida aqui em formato áudio! 🍀

As algas no dia a dia
🎧 Para ouvir quando quiseres:
• no carro ou nos transportes
• durante o desporto ou um passeio
• enquanto cozinhas, enquanto arrumas…
• ou simplesmente para um momento tranquilo

Aurélie criou mais de 200 receitas cruas e vegan à base de algas.
É autora de 4 livros, entre os quais:
As algas no dia a dia (Gallimard)
Cozinhar as algas (Marie Claire)

Éric, coautor de As algas no dia a dia, consome algas há mais de 25 anos e trabalha com produtores bretões históricos desde 2001.

Premiados – As algas no dia a dia


Cada episódio é uma conversa a duas vozes, simples, viva e calorosa, que resume o essencial de um artigo em menos de 8 minutos. Vamos diretos ao assunto, sem jargão técnico, com vontade de te dar vontade… e de te deixar depois mergulhar no artigo escrito 📝 se o tema te apaixonar.

Com este podcast, a Biovie acompanha-te sempre em direção a uma alimentação mais viva e vegetal… e agora, também nos teus ouvidos.

Boa escuta! ⏯️

Éric Viard – Engenheiro ISTOM

Aurélie Mazerm Viard – Chef de cru & criadora


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🔸1. Espirulina: o guia completo dos benefícios cientificamente comprovados

Na Biovie consumimos espirulina há anos, e francamente é um dos superalimentos que nos acompanha no dia a dia. Mas para além da nossa experiência pessoal, o que nos motivou a criar este episódio foi o número impressionante de estudos científicos publicados nos últimos anos sobre esta extraordinária microalga.
A OMS qualificou-a como "o melhor alimento do século XXI para a humanidade". Moda passageira ou realidade científica? Analisamos tudo isso juntos.

↪️ O que abordamos neste episódio:
→ O que é exatamente a espirulina? (Spoiler: não é verdadeiramente uma alga) → Os 10 benefícios documentados por mais de 20 estudos científicos → Colesterol: os resultados impressionantes das meta-análises (-46 mg/dL de colesterol total) → A ficocianina: esse pigmento azul que não existe em mais nenhum lugar → Por que razão é uma aliada preciosa para as mulheres (ferro, fadiga, SPM) → Os verdadeiros benefícios para os desportistas: resistência, recuperação, proteção muscular → Espirulina e perigos: o que diz realmente a ANSES → Como escolher uma espirulina de qualidade (e evitar as armadilhas) → Posologia, duração da cura e o melhor momento para a tomar

↪️ Os números-chave:
60–70% de proteínas completas (3 vezes mais do que a carne bovina)
10 vezes mais betacaroteno do que as cenouras
Índice glicémico baixo, ideal para uma energia estável

↪️ O nosso conselho: começa com 1 g/dia e aumenta progressivamente até 3–4 g. O teu corpo vai agradecer-te.

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🔸2. Algas marinhas e microalgas: benefícios, nutrientes, uso culinário

E se os alimentos mais promissores para a nossa saúde e o nosso planeta existissem há milhares de milhões de anos? As algas — tanto as marinhas como o wakame, a dulse ou o feijão do mar, como as microscópicas: a espirulina, a clorela e a Klamath — impõem-se hoje como superalimentos indispensáveis.

↪️ Neste episódio, mergulhamos no fascinante universo das algas: o seu papel histórico pouco conhecido (sabias que poderiam ter facilitado o povoamento das Américas?), o seu impacto positivo no ambiente como sumidouros de carbono, e sobretudo a sua excecional riqueza nutricional — proteínas completas, oligoelementos raros, ómega-3, vitaminas...

↪️ Analisamos as diferenças entre macro e microalgas, passamos em revista as principais espécies disponíveis em França (recolhidas selvagens na Bretanha na sua maioria) e damos-te as chaves para as integrar facilmente na tua cozinha. Do tartar de algas ao caldo dashi, dos flocos de dulse às folhas de nori para os teus makis caseiros: as algas são acessíveis, deliciosas e extraordinariamente eficazes.

Com mais de 25 anos de consumo diário de algas e duas obras publicadas sobre o tema (As algas no dia a dia e Cozinhar as algas), uma delas duas vezes premiada como melhor livro de culinária do mundo e melhor livro de culinária de França, partilhamos a nossa paixão por estes tesouros marinhos.

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🔸3. Algas e tiroide – Devemos realmente preocupar-nos com o iodo?

É A pergunta que surge mais frequentemente quando se fala de algas: "E a minha tiroide?" Entre o receio do excesso de iodo e o medo de desregular esta glândula essencial, as algas fazem às vezes hesitar.

↪️ Neste episódio, separamos o verdadeiro do falso.
O iodo é efetivamente indispensável à tiroide para produzir as suas hormonas — e as algas são uma fonte natural excecional. Mas o consumo de algas apresenta riscos? Os estudos científicos são tranquilizadores: um consumo moderado (uma porção por semana segundo a OMS) não levanta qualquer problema, mesmo para as pessoas com perturbações da tiroide.
Abordamos também os alimentos bociogénicos (couves, soja, nabos...) que podem travar a absorção do iodo, e como a cozedura neutraliza esses efeitos.

↪️ No lado prático, partilhamos ideias de refeições ricas em iodo — tanto omnívoras como veganas — para integrar as algas na tua alimentação com total tranquilidade.

A mensagem-chave: diversifica, modera, e desfruta sem receio dos benefícios das algas para apoiar a tua tiroide.

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🔸4. As algas, solução para o clima e a alimentação de amanhã

Face ao duplo desafio de alimentar uma população mundial crescente enquanto se luta contra as alterações climáticas, as algas emergem como uma resposta notável. Estes "legumes do mar" oferecem uma alternativa alimentar completa e sustentável — sem terras agrícolas, sem água doce, sem pesticidas.

↪️ Neste episódio, exploramos os dois superpoderes das algas.
- No plano nutricional: proteínas completas comparáveis ao ovo (até 47% para algumas algas vermelhas), 93 elementos da tabela periódica, biodisponibilidade excecional.
- No plano climático: verdadeiros sumidouros de carbono azul que absorvem o CO₂, atenuam a acidificação dos oceanos e criam "florestas submarinas" que favorecem a biodiversidade.

↪️ Colocamos também os números em perspetiva: produzir 100 g de proteína de bovino gera 35 kg de CO₂, contra uma pegada negativa para as algas. E na Bretanha, a apanha selvagem regulamentada — nomeadamente em torno de Roscoff — encarna um modelo exemplar de exploração marinha, com mais de 700 espécies identificadas no mar de Iroise.

As algas não são apenas o alimento do futuro: são uma solução concreta, disponível hoje, para a nossa saúde e a do planeta.

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🔸5. Dieta Okinawa e algas: o segredo de longevidade dos centenários japoneses

O Japão conta com 95 000 centenários em 2024, e o arquipélago de Okinawa regista uma densidade recorde de pessoas que ultrapassam os 100 anos.
O seu segredo? Uma alimentação em que as algas ocupam um lugar central, consumidas todos os dias em pequenas quantidades desde há gerações.

↪️ Neste episódio apresentamos o que os artigos sobre a dieta Okinawa frequentemente omitem: as seis algas específicas desta tradiçãokombu, wakame, nori, mozuku, umibudo e hijiki — e as suas propriedades únicas.
Analisamos em particular o fucoidan, esse polissacarídeo das algas castanhas que é objeto de mais de 900 estudos científicos.
Exploramos também os princípios fundamentais deste modelo alimentar: o famoso "hara hachi bu" (parar de comer a 80% da saciedade), um prato composto a 60% de vegetais e menos de 1% de carne vermelha.
Sobretudo, damos-te chaves concretas para integrar estas práticas no teu quotidiano ocidental — da sopa de miso com wakame de manhã aos caldos de kombu.

O que impressiona em Okinawa não é apenas que vivam mais tempo: é que envelhecem com melhor saúde.

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🔸 6. Ferro vegetal: por que razão as algas superam a carne vermelha

25% das mulheres francesas sofrem de carência de ferro. Fadiga persistente, sensação de frio, falta de fôlego, névoa mental... E se a solução não estivesse num bife, mas numa colher de alga?

↪️ Neste episódio, desmontamos um mito persistente: não, o ferro animal não é melhor absorvido do que o ferro vegetal. A espirulina apresenta uma biodisponibilidade de 40%, contra 15–25% para a carne vermelha. Concretamente, 8 gramas de espirulina fornecem tanto ferro assimilável quanto 100 g de bife — sem gorduras saturadas nem impacto ambiental.

↪️ Passamos em revista as melhores fontes de ferro entre as algas (espirulina, clorela, dulse, wakame), explicamos por que razão a sua estrutura celular única facilita a absorção, e partilhamos o protocolo que funciona: dosagens, duração da cura, associação vencedora com a vitamina C, erros a evitar (chá, café, cálcio ao mesmo tempo...).

Quer sejas vegetariano, desportista, grávida ou simplesmente cansado dos efeitos secundários dos suplementos clássicos, este episódio dá-te as chaves para recuperar a tua energia de forma natural.

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🔸7. Como as algas castanhas ativam a enzima da longevidade (+13% de esperança de vida)

Um estudo da Universidade de Rochester publicado em 2025 veio marcar uma data: o fucoidan, polissacarídeo das algas castanhas, ativa a SIRT6 — a enzima-chave de reparação do ADN — e aumenta a esperança de vida dos ratos em 13%. Uma descoberta que ilumina sob nova luz a longevidade excecional dos japoneses e dos coreanos, os maiores consumidores de algas do mundo.

↪️ Neste episódio, analisamos os mecanismos científicos: como o fucoidan ativa simultaneamente as duas funções da SIRT6 (um efeito único entre os compostos naturais testados), por que razão esta enzima é crucial para a estabilidade do nosso ADN, e como reprime os "genes saltadores" LINE1 cuja reativação contribui para o envelhecimento.

↪️ Passamos em revista as algas mais ricas em fucoidan — do mozuku japonês (15–20%) ao wakame e ao kombu bretões — e estabelecemos a ligação com os centenários de Okinawa, que consomem estas algas diariamente desde há gerações.

Podem estes resultados ser transpostos para o ser humano? A ciência avança, e os dados epidemiológicos são encorajadores. Enquanto se aguardam os ensaios clínicos, uma coisa é certa: estes alimentos são consumidos com total segurança há milénios.

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🔸 8. Wakame: a alga emagrecedora que contém 13 vezes mais cálcio do que o leite

Talvez já a conheças: é essa alga verde e tenra que se encontra na sopa de miso. Mas sabias que o wakame é um concentrado nutricional excecional? Com 13 vezes mais cálcio do que o leite, uma notável riqueza em iodo para a tiroide, e um pigmento único — a fucoxantina — estudado pela sua ação no metabolismo das gorduras.

↪️ Neste episódio, analisamos os 7 benefícios comprovados do wakame: apoio tiroide, remineralização óssea, saúde cardiovascular, poder antioxidante, digestão, detox natural... Demoramo-nos também no que diz realmente a ciência do lado do emagrecimento: um estudo da Universidade de Hokkaido observou uma redução de 12% da massa gorda visceral nos consumidores regulares de algas castanhas ricas em fucoxantina.

↪️ Do lado prático, explicamos como escolher o teu wakame (seco ou fresco), como rehidratá-lo em 5 minutos, e partilhamos duas receitas expresso para começar: a clássica salada wakame-pepino-sésamo e uma sopa de miso crua.

Uma alga consumida há 1 300 anos no Japão, e cultivada na Bretanha desde os anos 80. Experimentá-la é adotá-la.

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🔸 9. A dulse, uma alga rica em oligoelementos: cobre, ouro e prata

Consumida há séculos por Celtas e Vikings, a dulse é uma alga vermelha de propriedades nutricionais excecionais. A sua particularidade? Uma notável riqueza em oligoelementos raros, nomeadamente cobre, ouro e prata — elementos muitas vezes negligenciados mas essenciais para o bom funcionamento do nosso organismo.

↪️ Neste episódio, exploramos os benefícios destes oligoelementos: o cobre para a formação dos glóbulos vermelhos e a síntese do colagénio, o ouro pelas suas propriedades anti-inflamatórias documentadas em medicina alternativa, e a prata pela sua ação antimicrobiana reconhecida desde a Antiguidade. A dulse fornece-os numa forma biodisponível, diretamente assimilável pelo organismo.

Para além destes tesouros, a dulse é também rica em vitaminas A, B (incluindo a B12), C, E e K, bem como em ferro, magnésio e potássio. A investigação científica interessa-se cada vez mais pelos seus compostos bioativos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.

↪️ Na cozinha, damos ideias simples para a integrar: fresca nos teus tartares de algas, em flocos sobre as tuas saladas, em pó nos teus smoothies, ou como guarnição de sopas cruas. Uma colher de chá por dia é suficiente para beneficiar das suas vantagens.

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🔸10. Quais são os 7 benefícios da alga nori?

Certamente já a conheces: é aquela folha verde-escura que envolve os teus makis. Mas a alga nori é muito mais do que um simples invólucro para sushi. É um verdadeiro concentrado nutricional, rico em proteínas, vitaminas e minerais essenciais, consumido no Japão há séculos.

↪️ Neste episódio, passamos em revista os 7 benefícios para a saúde da alga nori: a sua excecional riqueza nutricional (vitaminas A, B, C, D, E), o seu elevado teor de proteínas ideal para as dietas vegetais, o seu apoio cardiovascular graças aos ómega-3, a sua ação no sistema imunitário, as suas fibras benéficas para a digestão, o seu aporte de iodo para a tiroide, e os seus benefícios para a pele e o cabelo.

↪️ Abordamos também um critério de qualidade frequentemente ignorado: a temperatura de secagem. A maioria das folhas de nori do comércio é seca a alta temperatura, o que provoca perdas de nutrientes. Privilegiar uma secagem a baixa temperatura é preservar todo o potencial desta alga, como as folhas de nori que te propomos na nossa loja.

↪️ Na cozinha, guiamo-te passo a passo para realizares makis crus e vegan em casa — uma alternativa saborosa e nutritiva aos makis clássicos, com paté vegetal, sementes germinadas e legumes crocantes.

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🔸11. Quais são os benefícios da clorela?

Frequentemente comparada à sua "irmã" a espirulina, a clorela possui contudo um superpoder único: a sua capacidade de quelar metais pesados. Como uma esponja, capta o mercúrio, o chumbo e outras toxinas, e ajuda o organismo a eliminá-las de forma natural. É a alga detox por excelência.

↪️ Neste episódio, exploramos os múltiplos benefícios desta microalga de água doce descoberta em 1890: depuração profunda graças à sua concentração recorde de clorofila, reforço do sistema imunitário, impulso de energia e vitalidade, apoio digestivo, proteção ocular graças à luteína, e até aplicações cosméticas para uma pele mais radiosa. Com mais de 55% de proteínas, contém o dobro da carne bovina.

↪️ Abordamos também as questões práticas: como escolhê-la (parede celular aberta, indispensável para a assimilação), como consumi-la (de 3 a 5 g por dia em pó ou em cápsulas), e em que situações é particularmente recomendada — remoção de amálgamas dentárias, cessação tabágica, exposição a poluentes, consumo regular de peixes grandes.

↪️ Fazemos por fim o balanço sobre a complementaridade espirulina-clorela: a espirulina a longo prazo para a energia, a clorela em cura para a detox. As duas juntas, o duo vencedor.

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🔸 12. Como consumir a espirulina? (6 utilizações)

A espirulina é um dos superalimentos mais completos do planeta — rica em proteínas, vitaminas, minerais e antioxidantes. Mas concretamente, como consumi-la para tirar o máximo partido?

↪️ Neste episódio, passamos em revista as 6 formas de integrar a espirulina na tua alimentação: em nos teus smoothies e pestos, em comprimidos como suplemento alimentar, em flocos polvilhados sobre os teus pratos, em ramitas para petiscar, como ingrediente nas sobremesas, e até em cosmética para a pele e o cabelo. Apresentamos também a espirulina fresca congelada, de sabor neutro e textura de queijo fresco — ideal para quem acha o pó demasiado intenso.

↪️ Abordamos as questões práticas essenciais: qual a dosagem (de 1 a 3 g por dia em prevenção), como aumentar progressivamente, que duração de cura (de 3 semanas a 3 meses com uma pausa regular), e sobretudo a associação vencedora com a vitamina C para maximizar a absorção do ferro. A evitar: chá e café perto da toma, que reduzem a absorção.

↪️ Fazemos também o balanço das contraindicações a conhecer: alergias, distúrbios autoimunes, tiroide e precauções durante a gravidez.

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🔸 13. Prevenir a perda muscular com as algas: o que diz a ciência

Após os 50 anos, os nossos músculos fundem-se em silêncio. A sarcopenia — esta perda progressiva de massa e força muscular — afeta cerca de 2 milhões de franceses e ameaça diretamente a nossa autonomia. A partir dos 30 anos, perdemos de 3 a 8% de músculo por década, e este fenómeno acelera-se após os 60 anos.

↪️ Neste episódio, debruçamo-nos sobre uma observação impressionante: os centenários de Okinawa, que consomem de 5 a 7 gramas de algas por dia, apresentam taxas de sarcopenia muito mais baixas do que as populações ocidentais. Aos 80 anos, muitos continuam a fazer jardinagem, a caminhar quilómetros, a viver em plena autonomia. A sua força de preensão é superior em 20% à dos seus homólogos americanos.

↪️ A ciência começa a perceber porquê. Um estudo clínico de 2024 publicado na Aging and Disease mostra que após 12 semanas de suplementação com extrato de alga castanha, adultos com mais de 60 anos melhoraram a sua força muscular. O mecanismo-chave: o fucoidan e os florotaninos apoiam as mitocôndrias, essas pequenas fábricas de energia das nossas células musculares.

As algas não são uma solução milagrosa — a atividade física continua a ser indispensável. Mas fornecem compostos únicos que não se encontram em mais nenhum lugar, e que complementam inteligentemente um estilo de vida ativo.

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🔸 14. Dulse e ferro: a alga secreta das mulheres contra a anemia

25% das mulheres francesas têm carência de ferro. Fadiga logo de manhã, queda de cabelo, falta de fôlego nas escadas... E os suplementos clássicos? Até 70% das mulheres abandonam-nos por causa dos efeitos secundários digestivos. Existe porém uma alternativa natural notável: a dulse.

↪️ Neste episódio, explicamos por que razão esta alga vermelha bretã se distingue de todas as outras fontes de ferro vegetal. A sua vantagem única: contém naturalmente vitamina C, o cofator que multiplica por 2 a 6 a absorção do ferro. Nenhuma outra alga combina estes dois elementos. Concretamente, 5 gramas de dulse seca fornecem tanto ferro assimilável quanto 100 gramas de carne picada de bovino — sem os efeitos secundários dos suplementos de farmácia. Uma alga colhida à mão na Bretanha, seca a baixa temperatura para preservar a sua vitamina C, tal como ta propomos na nossa loja Biovie.

↪️ Detalhamos os sintomas frequentemente ignorados da carência de ferro (incluindo a síndrome das pernas inquietas e as estranhezas vontades de mastigar gelo), comparamos a dulse com outras fontes vegetais, e partilhamos o nosso guia prático: dosagens consoante os teus objetivos, três formas simples de a consumir todos os dias, e os erros a evitar — como chá ou café, que reduzem a absorção em 60%.

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🔸 15. O feijão do mar: quando uma alga bretã faz sombra à laranja

Quando pensamos em vitamina C, pensamos em citrinos. Normal, repetiram-no desde a infância. E no entanto, nos nossos mares bretões existe uma alga que contém até 4 a 10 vezes mais vitamina C do que a laranja: o feijão do mar, também chamado esparguete do mar.

↪️ Neste episódio, exploramos esta alga castanha de propriedades notáveis. As análises do CEVA revelam teores de 28 a 120 mg de vitamina C por 100 g de produto desidratado, contra 53 mg da laranja. Mas há mais: o feijão do mar contém também 59 mg de ferro por 100 g — ou seja, 9 vezes mais do que as lentilhas. E é aqui que as coisas se tornam realmente interessantes.
A vitamina C multiplica por 2 a 6 a absorção do ferro vegetal. O feijão do mar oferece assim esta sinergia natural num único alimento: o ferro E o seu cofator de absorção. Uma combinação rara no reino vegetal, particularmente valiosa para as dietas vegetarianas.

↪️ Abordamos também o seu interesse para as pessoas sensíveis aos citrinos: com um índice PRAL de -167,9, é um dos alimentos mais alcalinizantes que existem. E do lado prático, é a alga mais simples de integrar no quotidianofresca em salada ou desidratada para polvilhar.

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🔸 16. As virtudes das algas comestíveis: saúde, sabor e sustentabilidade

Kombu, wakame, dulse, nori, alface do mar, feijão do mar... As algas comestíveis são tesouros marinhos ainda demasiado desconhecidos no Ocidente.

↪️ Neste episódio, oferecemos-te um panorama completo destes superalimentos que combinam riqueza nutricional, sabores únicos e impacto ambiental positivo.
Passamos em revista as principais variedades de algas e as suas especificidades: o kombu pelas suas notas umami e a sua capacidade de amolecer as leguminosas, o nori rico em proteínas e B12 para os teus makis, o wakame tenro e ligeiramente adocicado para as sopas, a dulse de sabor subtilmente apimentado, a alface do mar rica em ferro, e o feijão do mar de textura crocante.

↪️ No plano nutricional, as algas contêm de 10 a 20 vezes mais minerais do que as plantas terrestres — iodo, cálcio, ferro, magnésio, potássio — bem como vitaminas (A, C, E, K, grupo B incluindo a B12), proteínas completas, fibras e antioxidantes. Os seus polissacarídeos específicos, como o fucoidan, são objeto de numerosas investigações pelos seus benefícios na imunidade e na saúde cardiovascular.

↪️ Abordamos também os métodos de colheita sustentável, as técnicas de conservação (secagem, salga, congelação), e conselhos práticos para as integrar facilmente na cozinha. Um episódio para descobrir — ou redescobrir — estes alimentos do futuro.

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🔸 17. Os segredos das algas para uma pele radiosa

As algas não são apenas superalimentos para o nosso prato — são também verdadeiros tesouros para a nossa pele. Há séculos, diversas culturas integram-nas nos seus rituais de beleza. Hoje, a ciência confirma os seus benefícios excecionais.

↪️ Neste episódio, exploramos as propriedades das diferentes famílias de algas para a pele. As algas castanhas (wakame, kombu, fucus) oferecem uma hidratação profunda graças aos seus polissacarídeos que formam uma barreira protetora e retêm a água. As algas verdes (alface do mar) purificam e depuram, ideais para as peles gordurosas. As algas azuis (espirulina) estimulam a regeneração celular graças à sua excecional concentração em ficocianina, um potente anti-inflamatório. As algas vermelhas (dulse, nori) fornecem antioxidantes que protegem dos radicais livres.

↪️ Abordamos as aplicações concretas: tratamento da acne graças às propriedades anti-inflamatórias, prevenção do envelhecimento através da estimulação do colagénio, e hidratação das peles secas. Partilhamos também receitas DIY fáceis de realizar em casa: máscara facial reparadora de espirulina, esfoliante corporal de wakame e alface do mar, banho relaxante de dulse.
Uma abordagem de beleza natural, eficaz e ecorresponsável!

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🔸18. Fucoxantina: esta alga castanha pode realmente ajudar a perder peso?

Os japoneses consomem de 4 a 7 gramas de algas por dia, contra menos de um grama em França. E a sua taxa de obesidade? Apenas 4%, contra 17% entre nós. Correlação não é causalidade, mas os investigadores quiseram perceber. A sua descoberta: a fucoxantina, esse pigmento castanho-alaranjado das algas marinhas.

↪️ Neste episódio, analisamos os mecanismos de ação desta fascinante molécula. A sua principal vantagem: estimula a conversão da gordura branca de armazenamento em gordura castanha, capaz de queimar calorias por termogénese. Atua também no metabolismo dos lípidos e melhora a sensibilidade à insulina — duas alavancas essenciais para quem quer perder peso, em particular ao nível abdominal.

↪️ Os estudos clínicos mostram resultados encorajadores: de 5 a 7 kg perdidos em 16 semanas com 2,4 mg de fucoxantina por dia. Mas dizemos-te também os limites: amostras pequenas, durações curtas, e sobretudo — não é uma pílula mágica.

↪️ A nossa recomendação: preferir o wakame inteiro às cápsulas. 5 gramas por dia em salada ou nas tuas sopas fornecem-te a fucoxantina com todos os outros tesouros da alga. Partilhamos também uma receita expresso e as precauções a conhecer, nomeadamente para a tiroide.

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🔸19. Proteínas das algas: a alternativa completa à carne analisada

"Mas onde vais buscar as tuas proteínas?" É A pergunta que surge logo que se reduz a carne. No entanto, a espirulina contém até 70% de proteínas — ou seja, 3 vezes mais do que a carne bovina — com todos os aminoácidos essenciais. Uma informação que muda tudo.

↪️ Neste episódio, desvendamos os números: espirulina (55–70% de proteínas), clorela (55–60%), nori (30–50%), dulse (17–47%). Comparamos com a carne, e os resultados surpreendem. O ferro? A espirulina contém 10 vezes mais do que a carne bovina. A digestibilidade? 83–90%, superior à carne. E um estudo de 2023 publicado no The Journal of Nutrition confirma que as proteínas das algas sustentam o desenvolvimento muscular de forma comparável às proteínas animais.

↪️ Guiamo-te concretamente: qual alga escolher consoante as tuas necessidades, como começar progressivamente (1 g por dia nas primeiras semanas), receitas simples, e os truques para te habituares ao sabor. Para os desportistas, detalhamos o interesse dos BCAAs naturalmente presentes na espirulina.

↪️ Do lado ambiental, os números falam por si: 35 kg de CO₂ para produzir 1 kg de carne bovina, quase zero para a espirulina. E 98% menos de água. Como diz o chef Olivier Roellinger: "Em 2050, alimentar-se do mar significará sobretudo comer algas."

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🔸20. Os 8 benefícios do kombu

O kombu é essa espessa alga castanha que confere ao dashi japonês o seu tão característico sabor umami. Mas para além das suas qualidades gustativas, é uma verdadeira mina de nutrientes: iodo, cálcio, magnésio, ferro, vitaminas B, fibras, ómega-3 e compostos únicos como os fucoïdanos e os alginatos.

↪️ Neste episódio, passamos em revista os 8 benefícios comprovados do kombu. Primeiro, a sua ação na tiroide graças à sua excecional riqueza em iodo. Depois, o seu apoio à digestão: as suas fibras prebióticas nutrem o microbiota, e as suas enzimas decompõem os hidratos de carbono complexos das leguminosas — adeus aos inchaços! O kombu tem também um efeito depurativo: os seus alginatos ligam-se aos metais pesados e facilitam a sua eliminação.
Exploramos também a sua ação na imunidade (os fucoïdanos estimulam os macrófagos), na saúde cardiovascular (ómega-3 e redução do colesterol), no controlo do peso (saciedade e redução da absorção das gorduras), na saúde óssea (cálcio e magnésio), e no equilíbrio glicémico.

↪️ Na cozinha, explicamos as diferentes formas de utilizá-lo: fresco nos teus caldos, com as tuas leguminosas, em como condimento, em salada, ou simplesmente inteiro e desidratado na água de cozedura do arroz. Um ingrediente versátil que merece o seu lugar na tua cozinha.

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🔸21. Nori e vitamina B12: o estudo de 2024 que muda tudo para os vegans

Durante anos, as associações veganas francesas desaconselhavam contar com as algas para a B12. A razão: pensava-se que a B12 das algas era constituída por análogos inativos, inutilizáveis pelo organismo. E então chegou o estudo Huang, publicado em outubro de 2024 no European Journal of Nutrition. Um verdadeiro estrondo.

↪️ Neste episódio, analisamos este estudo clínico — o primeiro desta envergadura no ser humano. O protocolo: 30 vegetarianos, 4 semanas, três grupos (controlo, 5 g de nori, 8 g de nori). Os resultados do grupo de 5 g por dia são notáveis: +59 pmol/L de B12 sérica, +28 pmol/L de holotranscobalamina (a forma ativa), e -3,7 µmol/L de homocisteína. Resultados estatisticamente muito robustos.
Concretamente, 5 gramas de nori — ou seja, cerca de 4 folhas de nori — fornecem 1,9 µg de B12 biodisponível. Não um análogo inativo: uma vitamina real que o nosso corpo pode utilizar.

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🔸 22. Alga Klamath congelada: frescura e nutrientes preservados

Existe um lago único no mundo, encravado nas montanhas do Oregon: o lago Klamath. É aí que cresce uma microalga azul-verde de propriedades excecionais para o cérebro. A Aphanizomenon Flos Aquae — o seu nome científico — é hoje considerada um dos superalimentos mais poderosos para a saúde cognitiva.

↪️ Neste episódio, exploramos por que razão a forma congelada desta alga selvagem é particularmente interessante. A congelação rápida após a colheita preserva intactas as moléculas frágeis: a ficocianina (um potente antioxidante que neutraliza os radicais livres), os ácidos gordos ómega-3 essenciais para o desenvolvimento neuronal, e as vitaminas B cruciais para a produção de neurotransmissores.
Os estudos científicos são promissores: melhoria da memória e da concentração, proteção contra o envelhecimento cerebral, e até um possível papel na prevenção de doenças neurodegenerativas como o Alzheimer ou o Parkinson. Os ómega-3 da Klamath estimulariam a regeneração das células estaminais neuronais e reforçariam a neuroplasticidade.

↪️ Do lado prático, explicamos como integrá-la facilmente: nos teus smoothies verdes, ou diretamente à colher. Um superfood selvagem, 100% natural, compatível com o veganismo e o biológico.

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🔸 23. Fucoxantina e longevidade: este pigmento das algas castanhas ativa as tuas enzimas

Por que razão os centenários de Okinawa envelhecem tão bem? Parte da resposta esconde-se num pigmento castanho-alaranjado que a ciência começa finalmente a decifrar: a fucoxantina. Este carotenoide único das algas castanhas ativa duas enzimas cruciais para um envelhecimento saudável — a AMPK e a SIRT1 — as mesmas estimuladas pela restrição calórica.

↪️ Neste episódio, mergulhamos nos fascinantes mecanismos desta molécula. A fucoxantina possui uma característica extraordinária: é o único carotenoide capaz de atravessar a barreira hematoencefálica. Pode portanto proteger diretamente os teus neurónios lá onde o envelhecimento cognitivo se joga.
Os estudos recentes são promissores. Em 2024, um ensaio clínico em 43 adultos com uma média de 64 anos mostrou melhorias significativas na atenção, na memória de trabalho e na vigilância após apenas 12 semanas com 8,8 mg de fucoxantina por dia. Observa-se também um aumento de 24% no gasto energético em repouso e uma redução de 12% da gordura visceral.

↪️ Do lado prático: o wakame é a fonte de referência. De 5 a 10 gramas por dia são suficientes. E um ponto crucial — a fucoxantina é lipossolúvel: consome sempre as tuas algas com uma fonte de matéria gorda para otimizar a absorção.

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🔸 24. Dulse e ómega-3 EPA: por que razão esta alga bretã substitui o peixe

↪️ Neste episódio, atacamos um preconceito persistente: é mesmo necessário comer peixe para ter os seus ómega-3? Descobrimos juntos os problemas escondidos por trás do peixe — mercúrio, metais pesados, sobrepesca — com a esclarecedora história de Anthony Robbins, intoxicado com mercúrio a força de comer peixe "saudável".
Explicamos de forma simples a diferença entre os três tipos de ómega-3 (ALA, EPA, DHA) e por que razão o teu corpo só converte 5% do ALA vegetal em EPA.

↪️ Depois apresentamos a solução que nos apaixona: a dulse, uma alga vermelha bretã que produz diretamente o EPA — porque são as algas, e não os peixes, que fabricam os ómega-3 na base da cadeia alimentar.

↪️ Falamos também de tudo o que a dulse oferece de bónus — proteínas completas, ferro, vitamina B12 — e por que razão preferimos um alimento inteiro a uma cápsula. No final do episódio, conselhos práticos para integrar de 2 a 5 g de dulse por dia nas tuas refeições, com ideias de receitas muito simples.
As algas são a fonte original dos ómega-3 marinhos. Ao comer dulse, vais diretamente à fonte, sem mercúrio e sem impacto nos oceanos.

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🔸 25. Nori e proteínas: por que razão esta alga com 40% de proteínas supera a carne bovina

↪️ Neste episódio, abordamos um número que surpreende toda a gente: o nori contém em média 40% de proteínas, ou seja, o dobro da carne bovina. E não, não é um erro — os estudos científicos confirmam-no há anos.

Analisamos juntos o que torna esta alga tão excecional: um perfil de aminoácidos tão completo quanto o do ovo, um teor de vitamina B12 raríssimo no mundo vegetal, ferro em quantidade cinco vezes superior à carne, e até ómega-3 EPA diretamente assimiláveis. Tudo com uma pegada carbónica 50 vezes inferior à da carne bovina e sem mobilizar terras agrícolas, água doce nem pesticidas.
Comparamos honestamente o nori com a carne bovina, a espirulina e outras fontes de proteínas, sem promessas milagrosas.

↪️ E partilhamos formas concretas de o integrar no dia a dia — muito para além dos sushis: em flocos nas saladas, nas sopas, como snack, e até nos smoothies.

O nori não tem vocação para substituir totalmente a carne, mas com 40% de proteínas completas e um impacto ambiental quase nulo, é um aliado de peso para diversificar as fontes de proteínas — e os japoneses perceberam isso há mais de mil anos.

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